Campus LACNIC: a aposta de um engenheiro na formação contínua

12 de junho de 2026

Campus LACNIC: a aposta de um engenheiro na formação contínua
Desenhado por Magnific

Há histórias que resumem, melhor do que qualquer estatística, o valor da formação contínua. A de Sergio Yañez, aluno do Campus LACNIC, é uma delas.

Formado pela Escola Militar de Engenharia de La Paz, atualmente trabalha na Agência Boliviana Espacial (ABE), administrando a rede VSAT que interconecta terminais remotos de empresas de telecomunicações, organizações públicas e privadas e instituições do Estado boliviano às suas redes WAN.

Iniciou sua carreira na área de programação e sistemas operacionais no Serviço Nacional de Propriedade Intelectual da Bolívia. Quando surgiu o edital de bolsas de estudo do Estado vinculado à Agência Boliviana Espacial e ao satélite TKSAT-1, não hesitou. Capacitou-se na China, destacou-se entre seus colegas e foi selecionado para integrar a equipe da ABE, onde trabalha desde então na operação e exploração desse satélite, cuja vida útil é de 15 anos.

O Campus como ferramenta de atualização profissional


Sua aproximação com o Campus LACNIC aconteceu de forma natural. O LACNIC oferecia cursos para a Agência Boliviana Espacial, e ele começou, juntamente com outros colegas, pelos cursos básicos de IPv6.

(Acesso livre, não requer assinatura)

“Percebi que eles continham novos conhecimentos que me interessavam, além de serem bem elaborados, então continuei fazendo os cursos à medida que eram lançados.”

O que começou como uma exploração transformou-se em uma trajetória de formação contínua. Quando surgiram as certificações, a motivação aumentou: era a oportunidade de validar o que havia aprendido por meio de um reconhecimento formal.

Três especializações: uma decisão estratégica


Concluir não apenas uma, mas as três especializações do Campus foi uma decisão consciente, impulsionada pela incerteza que toda carreira na área de tecnologia envolve.

“Por ter a oportunidade de atuar na Agência Boliviana Espacial e trabalhar com o satélite TKSAT-1, cuja vida útil é limitada, não se sabe o que pode acontecer no futuro. Por isso, decidi aproveitar ao máximo os cursos à medida que iam sendo disponibilizados.”

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