NetMundial: A Internet deve ser inclusiva, transparente e responsável

30 de abril de 2014

NetMundial: A Internet deve ser inclusiva, transparente e responsável


A cúpula NetMundial exigiu uma gestão multilateral da Internet em um passo para reduzir a hegemonia dos EUA sobre a rede, segundo um documento final emitido no final da reunião no Brasil.

O documento final -acordado entre as partes- concluiu que a governança da Internet deve ser “inclusiva” e “transparente”, permitindo “a participação de múltiplos atores”. Também condenou a “vigilância massiva e arbitrária” na rede.

Para os mais de mil participantes que estiveram na reunião de dois dias em São Paulo, a Internet deve ser “inclusiva, transparente e responsável, e suas estruturas e operações devem seguir uma abordagem que permita a participação de múltiplos atores”.

Raúl Echeberría, CEO de LACNIC e co-chair da organização da reunião, salientou que a governança da Internet tem que estar encaminhada para estabelecer uma rede global, estável, flexível, descentralizada, segura e interconectada, “disponível para todos”.

(Acesso livre, não requer assinatura)

Segundo a declaração final, os padrões da Internet “devem ser consistentes com os direitos humanos”.

Durante a abertura da cúpula, a presidenta brasileira Dilma Rousseff afirmou que nenhum país “deve ter mais peso do que outro” na gestão da Internet, pedindo que os países em desenvolvimento também possam participar nisso.

A participação ampla e representativa na gestão da Internet foi uma proposta geral nesses dois dias de reunião, reafirmando que não apenas os governos devem ter voz e voto, mas também a sociedade civil, a academia e as empresas.

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