Desenvolver um vocabulário comum para enfrentar o cibercrime

20 de novembro de 2013

Desenvolver um vocabulário comum para enfrentar o cibercrime

A segurança e estabilidade da Internet dependem cada vez mais da cooperação entre as partes e essa cooperação pode resultar determinante para enfrentar com sucesso o aumento dos incidentes de segurança informática na Internet.

“A soma de todas as medidas diferentes vão fazer com que os problemas sejam mais manejáveis. Devemos desenvolver um vocabulário comum”. Com esta premissa, Cristine Hoepers, analista de segurança sénior e gerente geral de CERT.br, convidou os presentes no LACNIC 20 a duplicar o seu trabalho para alcançar melhorias significativas na segurança e estabilidade da Internet.

Durante sua participação no LACNIC 20, Hoepers realizou uma destacada apresentação chamada “Cybersecurity, Cybercrime, Cyberwar, Cyberespionage… can the Internet make the situation better?” na qual pediu para “pôr de lado as ideias preconcebidas” para enfrentar as dificuldades que surgem na região.

Em diálogo com LACNIC News, Hoepers disse que a solução é que todos os atores adoptem as mesmas práticas de segurança.

(Acesso livre, não requer assinatura)

Quais são os incidentes de segurança informática mais frequentes ou comuns a nível regional?  Esses incidentes têm-se incrementado nos últimos anos? Podem ser determinados, se possível, os prejuízos causados pelos ​​incidentes de segurança informática na América Latina?

-Não existe um estudo formal, estatisticamente embasado, que possa mostrar esse cenário para a região.  Os indicadores disponíveis são baseados em declarações voluntárias, ou levantamentos on-line.  Mas sabe-se que nenhum destes dados reflete os reais custos ou extensões dos problemas, principalmente porque organizações afetadas por incidentes nem sempre possuem motivações para deixar públicas informações sobre custos e impactos para as suas operações.

Mas existem muitas fontes públicas de dados relativos a atividades maliciosas ao redor do mundo que mostram que em nossa região existem muitos problemas relacionados à grande quantidade de computadores de usuários domésticos de Internet, infectados com Botnets, e sendo utilizados para atacar outras redes ou para enviar spam.  Este tipo de atividade tem colocado muitas redes da região em redes de bloqueio e tem, para todos, um impacto difícil de ser mensurado, que é a má reputação das nossas redes, que são vistas por muitos como um “bad neighborhood”.  Se ações não forem tomadas pelos operadores da região para a implementação de boas práticas como de remediação de botnets e antispoofing (BCP 38), os problemas poderão se agravar ainda mais, ficando cada vez mais difíceis de mitigar no futuro.

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