Análise de caminhos na região do LACNIC
12/01/2026

Por Elisa Peirano
Na área de P&D do LACNIC, realizamos um estudo para descrever como os países da América Latina e o Caribe estão interconectados. A partir dos dados obtidos com a plataforma de medição Speedchecker, foram analisados os caminhos percorridos pelos pacotes de dados de cada país para o resto da região, incluindo informações sobre saltos intermediários e latências observadas.
Este trabalho dá continuidade ao estudo de conectividade realizado em 2023 sobre caminhos dentro de cada país da região do LACNIC.
No LACNIC, promovemos diferentes tipos de medições da Internet nos países da região e no nível de conexões em toda a América Latina e o Caribe. Essas medições ajudam a entender o estado da conectividade entre as redes nos países da nossa área de influência e permitem as operadoras usarem as informações para melhorar o desempenho de suas redes e a interoperabilidade.
Neste estudo consideramos medições traceroutes originadas em cada país da América Latina e o Caribe e destinadas a todos os outros países. Observamos comportamentos de latências e saltos em média e adicionamos visualizações no nível de sub-regiões.
- América Central: Costa Rica, Guatemala, Honduras, México, Nicarágua, Panamá e El Salvador.
- América do Sul: Argentina, Bolívia, Brasil, Chile, Colômbia, Equador, Peru, Paraguai, Uruguai e Venezuela.
- Caribe: República Dominicana, Haiti e Trinidade e Tobago.
À primeira vista, analisamos a latência média de cada país para o resto da região, conforme pode ser visto no gráfico a seguir.
(Acesso livre, não requer assinatura)

As medições mostram que as rotas de interconexão variam dependendo do par de países de origem–destino. Em termos gerais, observou-se que a latência dos saltos que saem da região do LACNIC é maior do que a dos saltos que permanecem na região.
Ao analisarmos os dados por sub-região, observamos que as latências são consistentes, mas constatamos que nas sub-regiões do Caribe e da América Central, os caminhos para fora da região apresentam latência menor do que os caminhos para a América do Sul.

Assim como no primeiro relatório sobre rotas dentro do mesmo país, analisamos os ASN mais visualizados por sub-região, ou seja, com origem em uma sub-região e destino nas 3 sub-regiões. Por exemplo, a imagem a seguir mostra os ASN mais vistos em caminhos com origem e destino na América do Sul:
As opiniões expressas pelos autores deste blog são próprias e não refletem necessariamente as opiniões de LACNIC.
