Durante dois dias de intensa troca técnica, 70 operadores de rede, especialistas em infraestrutura de Internet e membros da comunidade técnica da Costa Rica participaram da oficina “DNS, interconexão e operação de redes seguras”. A iniciativa, organizada conjuntamente pelo NIC Costa Rica, LACNIC, LACNOG e ICANN, foi realizada na Universidade Fidélitas da cidade de San José da Costa Rica, nos dias 23 e 24 de junho.
A atividade reuniu profissionais interessados em fortalecer suas capacidades em áreas-chave para a estabilidade e segurança da Internet, combinando sessões teóricas com laboratórios práticos focados na operação real de redes. Um dado nada desprezível é que dentro desse grupo estiveram representados 25% dos sistemas autônomos da Costa Rica, e mais de 50% dos ASN conectados ao CRIX.
Este encontro faz parte da estratégia que o LACNIC, LACNOG e ICANN vêm promovendo há vários anos para apoiar o desenvolvimento dos Grupos de Operadores de Rede (NOG) da América Latina e o Caribe, promovendo espaços de capacitação, colaboração e construção de comunidade técnica. Essas iniciativas permitem aproximar o conhecimento especializado aos operadores locais e gerar oportunidades de troca sobre os desafios enfrentados diariamente por aqueles que mantêm o funcionamento da Internet na região.
Capacitação prática para os desafios atuais da Internet
O programa abordou algumas das questões mais relevantes para a operação segura de redes. Durante o primeiro dia, os participantes aprofundaram nos conceitos fundamentais do DNS e DNSSEC, analisando mecanismos para fortalecer a integridade e a autenticidade das informações no Sistema de Nomes de Domínio.
(Acesso livre, não requer assinatura)
A oficina incluiu laboratórios práticos onde os participantes configuraram servidores DNS recursivos e exploraram ferramentas destinadas a melhorar a segurança e as melhores práticas operacionais. Também foi apresentado o programa KINDNS da ICANN, uma iniciativa que promove a adoção de padrões e recomendações para uma operação do DNS mais segura. Esta primeira parte do dia foi conduzida por Nicolas Antoniello, Gerente de Engajamento Técnico da ICANN.
A agenda incluiu também um espaço dedicado às políticas de Internet na região e ao Processo de Desenvolvimento de Políticas (PDP) do LACNIC. Esta atividade, conduzida por Franco Cabrera, permitiu aos participantes conhecer como podem se envolver na construção das políticas que regulam a administração de recursos de numeração da Internet da região.
O segundo dia contou também com a participação de Mauricio Oviedo, representante do NOG da Costa Rica, que, juntamente com Erika Vega do LACNOG, apresentou no início da atividade um panorama das atividades desenvolvidas pela instituição.
A oficina incluiu laboratórios práticos onde os participantes configuraram servidores DNS recursivos e exploraram ferramentas destinadas a melhorar a segurança e as melhores práticas operacionais. Também foi apresentado o programa KINDNS da ICANN, uma iniciativa que promove a adoção de padrões e recomendações para uma operação do DNS mais segura. Esta primeira parte do dia foi conduzida por Nicolas Antoniello, Gerente de Engajamento Técnico da ICANN.
A agenda incluiu também um espaço dedicado às políticas de Internet na região e ao Processo de Desenvolvimento de Políticas (PDP) do LACNIC. Esta atividade, conduzida por Franco Cabrera, permitiu aos participantes conhecer como podem se envolver na construção das políticas que regulam a administração de recursos de numeração da Internet da região.
O segundo dia contou também com a participação de Mauricio Oviedo, representante do NOG da Costa Rica, que, juntamente com Erika Vega do LACNOG, apresentou no início da atividade um panorama das atividades desenvolvidas pela instituição.
Posteriormente, Guillermo Cicileo do LACNIC deu início ao evento principal do dia, com foco em interconexão, peering e segurança de roteamento. Os participantes analisaram conceitos relacionados à troca de tráfego entre redes e o papel que os Pontos de Troca de Internet (IXP) desempenham no desenvolvimento do ecossistema local. Os principais incidentes de roteamento observados na região também foram discutidos, juntamente com suas causas mais frequentes e as medidas que podem ser implementadas para reduzir seu impacto.
Um dos assuntos que gerou mais interesse foi a segurança no BGP e a adoção de mecanismos como o RPKI, considerados hoje ferramentas fundamentais para prevenir o sequestro de rotas e outros problemas associados ao roteamento global. A atividade encerrou com um laboratório prático em que os participantes configuraram servidores RPKI e aplicaram validação e filtragem de rotas em ambientes BGP, levando os conceitos aprendidos a cenários operacionais concretos.
O valor de fortalecer as comunidades NOGç
Além do conteúdo técnico, a oficina representou uma nova oportunidade para consolidar os laços entre os operadores de rede na Costa Rica e fortalecer o trabalho colaborativo da comunidade local.
Os NOG desempenham um papel fundamental no ecossistema da Internet, facilitando a troca de experiências, a resolução conjunta de problemas e a disseminação de boas práticas. Por meio dessas comunidades, os operadores podem aprender com situações reais enfrentadas por seus pares e construir redes de colaboração são fundamentais diante de incidentes ou desafios operacionais.
A experiência da Costa Rica reafirma o valor desses espaços presenciais como complemento dos encontros regionais e das atividades virtuais. O contato direto entre operadores, organizações técnicas e especialistas internacionais permite uma melhor compreensão das necessidades locais e a adaptação do conteúdo à realidade de cada comunidade.
Com iniciativas como esta, o LACNIC, o LACNOG, a ICANN e os NOG nacionais continuam contribuindo para o fortalecimento de capacidades técnicas na região, convencidos de que uma Internet mais estável, segura e resiliente é construída a partir do conhecimento compartilhado e da colaboração entre aqueles que a operam no dia a dia.