Na área de P&D do LACNIC, realizamos um estudo para descrever como os países da América Latina e o Caribe estão interconectados. A partir dos dados obtidos com a plataforma de medição Speedchecker, foram analisados os caminhos percorridos pelos pacotes de dados de cada país para o resto da região, incluindo informações sobre saltos intermediários e latências observadas.
No LACNIC, promovemos diferentes tipos de medições da Internet nos países da região e no nível de conexões em toda a América Latina e o Caribe. Essas medições ajudam a entender o estado da conectividade entre as redes nos países da nossa área de influência e permitem as operadoras usarem as informações para melhorar o desempenho de suas redes e a interoperabilidade.
(Acesso livre, não requer assinatura)
Estudo de caminhos 2025
Neste estudo consideramos medições traceroutes originadas em cada país da América Latina e o Caribe e destinadas a todos os outros países. Observamos comportamentos de latências e saltos em média e adicionamos visualizações no nível de sub-regiões.
América Central: Costa Rica, Guatemala, Honduras, México, Nicarágua, Panamá e El Salvador.
América do Sul: Argentina, Bolívia, Brasil, Chile, Colômbia, Equador, Peru, Paraguai, Uruguai e Venezuela.
Caribe: República Dominicana, Haiti e Trinidade e Tobago.
À primeira vista, analisamos a latência média de cada país para o resto da região, conforme pode ser visto no gráfico a seguir.
Estudo de caminhos 2025
Neste estudo consideramos medições traceroutes originadas em cada país da América Latina e o Caribe e destinadas a todos os outros países. Observamos comportamentos de latências e saltos em média e adicionamos visualizações no nível de sub-regiões.
América Central: Costa Rica, Guatemala, Honduras, México, Nicarágua, Panamá e El Salvador.
América do Sul: Argentina, Bolívia, Brasil, Chile, Colômbia, Equador, Peru, Paraguai, Uruguai e Venezuela.
Caribe: República Dominicana, Haiti e Trinidade e Tobago.
À primeira vista, analisamos a latência média de cada país para o resto da região, conforme pode ser visto no gráfico a seguir.
As medições mostram que as rotas de interconexão variam dependendo do par de países de origem–destino. Em termos gerais, observou-se que a latência dos saltos que saem da região do LACNIC é maior do que a dos saltos que permanecem na região.
Ao analisarmos os dados por sub-região, observamos que as latências são consistentes, mas constatamos que nas sub-regiões do Caribe e da América Central, os caminhos para fora da região apresentam latência menor do que os caminhos para a América do Sul.
Assim como no primeiro relatório sobre rotas dentro do mesmo país, analisamos os ASN mais visualizados por sub-região, ou seja, com origem em uma sub-região e destino nas 3 sub-regiões. Por exemplo, a imagem a seguir mostra os ASN mais vistos em caminhos com origem e destino na América do Sul:
Note-se que, na América do Sul, predominam alguns ASN do Brasil e ASN com presença no mundo todo (WW).
Este estudo nos ajudou a compreender melhor como os países da América Latina e do Caribe estão interconectados, observando não apenas a latência média entre pares de países, mas também os caminhos reais que o tráfego segue e os sistemas autônomos que intervêm nesses caminhos.
Os dados mostram que, em geral, a latência aumenta quando o tráfego sai da região, mas também revelam uma coisa curiosa: na América Central e no Caribe, às vezes é mais rápido sair da região do que se comunicar com a América do Sul.
Confira o relatório completo aqui e comece a usar esses resultados como ponto de partida para suas próprias análises, compará-los com medições locais e explorar oportunidades de otimização em suas redes. Caso encontre alguma inconsistência nos dados do seu país ou tenha algum comentário, não hesite em entrar em contato conosco pelo e-mail: imasd@lacnic.net.
Além disso, reiteramos a importância de se ter uma plataforma de medição com cobertura suficiente para representar a situação de interconexão de cada país da América Latina e o Caribe. No LACNIC, promovemos a implementação do RIPE Atlas e convidamos você a instalar uma sonda nas suas redes. Por mais informações acesse este site ou entre em contato conosco pelo e-mail: atlaslac@lacnic.net.
As opiniões expressas pelos autores deste blog são próprias e não refletem necessariamente as opiniões de LACNIC.