O LACNIC apresentou no Panamá o projeto FORT, uma iniciativa desenvolvida em parceria com o NIC México para fortalecer a segurança de roteamento da Rede e proteger a liberdade na Internet.
O projeto visa tornar mais seguros os sistemas de roteamento da Internet mediante a certificação de recursos, utilizando um validador desenvolvido por uma equipe de técnicos do LACNIC e do NIC México, com o apoio de consultores da América do Sul e da Europa.
A iniciativa trata de utilizar um sistema que valide a origem das rotas por meio de objetos assinados digitalmente, impedindo assim que terceiros falsifiquem a informação e derivem o tráfego da Internet até seus sites com fins maliciosos.
(Acesso livre, não requer assinatura)
Incidentes de roteamento. Augusto Mathurin, um dos participantes do projeto FORT, apresentou no LACNIC 32 LACNOG 2019 uma análise dos eventos e incidentes de roteamento recentes na América Latina e no Caribe. Mathurin indagou sobre a eventual coligação entre os sequestros de rota da Internet e o índice de liberdade no ecossistema digital. Veja a apresentação completa aqui.
Segundo o especialista, os incidentes podem prejudicar os direitos das pessoas para navegarem sem interferências; inclusive, em certos casos, os incidentes ocorrem por conta das medidas de censura ou porque são realizados com fins políticos. “Uma infraestrutura de roteamento vulnerável pode afetar a liberdade da Internet. Por isso é importante dar atenção a este assunto e tomar conta dele. “, afirmou Marthurin.
De acordo com a sua pesquisa, os incidentes na região vêm apresentando queda nos últimos três anos. Enquanto que em 2017 foram registrados 4.950 incidentes, em 2018 diminuíram para 3.286, e para o findar deste ano a estimativa é de 2.889 incidentes de roteamento na Internet, na América Latina e no Caribe.
Incidentes de roteamento. Augusto Mathurin, um dos participantes do projeto FORT, apresentou no LACNIC 32 LACNOG 2019 uma análise dos eventos e incidentes de roteamento recentes na América Latina e no Caribe. Mathurin indagou sobre a eventual coligação entre os sequestros de rota da Internet e o índice de liberdade no ecossistema digital. Veja a apresentação completa aqui.
Segundo o especialista, os incidentes podem prejudicar os direitos das pessoas para navegarem sem interferências; inclusive, em certos casos, os incidentes ocorrem por conta das medidas de censura ou porque são realizados com fins políticos. “Uma infraestrutura de roteamento vulnerável pode afetar a liberdade da Internet. Por isso é importante dar atenção a este assunto e tomar conta dele. “, afirmou Marthurin.
De acordo com a sua pesquisa, os incidentes na região vêm apresentando queda nos últimos três anos. Enquanto que em 2017 foram registrados 4.950 incidentes, em 2018 diminuíram para 3.286, e para o findar deste ano a estimativa é de 2.889 incidentes de roteamento na Internet, na América Latina e no Caribe.
Mathurin apontou que o projeto FORT trabalha na segurança do roteamento para alcançar uma Internet livre e aberta. Indicou que estão em processo de desenvolvimento de um validador de Infraestrutura de chave pública para recursos de numeração da Internet (RPKI), e de uma ferramenta de monitoramento para estudar incidentes de roteamento na região.
O especialista concluiu fazendo um apelo para entrar em ação e ficar de olho nos incidentes e ver por que eles ocorrem, além de tentar mitigá-los à medida que estão ocorrendo.
O projeto recolhe e unifica dados sobre incidentes de roteamento, assim como apresenta a informação para facilitar a identificação e a classificação, e ao mesmo tempo o faz em diferentes níveis de complexidade e para diferentes perfis de usuários.
Pias apontou que com a informação integrada é possível documentaros incidentes de forma periódica e fornecer informação sobre segurança de roteamento para os tomadores de decisões, técnicos e não técnicos. Veja a apresentação completa aqui.