LACNIC 31: Vozes desde a comunidade
30 de maio de 2019

Quatro histórias do impacto do trabalho de LACNIC e organizações da região em prol do desenvolvimento da Internet na América Latina e o Caribe fizeram parte de um dos painéis de maior destaque na reunião LACNIC 31.
Protagonistas de iniciativas como o Campus on-line, o projeto de capacitação e gênero Ayitic Goes Global, o programa de prêmios e subsídios FRIDA e os eventos itinerantes “LACNIC on The Move” compartilharam experiências, aprendizados e vivências.
Na abertura do painel, a moderadora Carolina Caeiro, coordenadora de Projetos de Desenvolvimento de LACNIC, afirmou que são iniciativas que visam contribuir para uma Internet aberta, estável e segura. “Para levar adiante esses projetos, a gente conta com o apoio de sócios da comunidade que por sua vez, são protagonistas e contribuintes-chave. As iniciativas buscam atender as comunidades vulneráveis, contribuir para o desenvolvimento de competências digitais e técnicas e incentivar a criação de comunidade e a troca de informações “, afirmou Caeiro.
Em primeira pessoa. Manuela Gonzáles Ursi, de Redes Comunitárias Atalaya Sur, vencedora de prêmios e subsídios do Programa FRIDA, salientou que a proposta de sua organização trabalhou em áreas pobres e vulneráveis da Argentina para levar a Internet a comunidades onde as grandes empresas não chegam. “Em Atalaya Sur, nos propusemos a apropriação popular da tecnologia com três eixos: levar conectividade às comunidades, promover vocações tecnológicas nos territórios e tentar de que haja produção de conteúdos locais”, comentou Gonzáles Ursi.
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Em segundo lugar, Clara Collado do NIC.do, fez referência aos aprendizados obtidos em sua comunidade a partir do evento LACNIC On The Move realizado na República Dominicana. Disse que esta iniciativa promoveu o crescimento do IPv6 no país e serviu para identificar oportunidades de capacitação sobre este protocolo. “”Foi uma forma de contribuir para que as pessoas se capacitem e identifiquem oportunidades para o financiamento de projetos”, afirmou Collado.
Marlene Sam, da Escola Superior de Infotrônica do Haiti e Luis Jr. Bien-Aimé compartilharam sua experiência sobre Ayitic Goes Global, um projeto de capacitação e gênero promovido no Haiti por LACNIC e pelo Centro Internacional de Pesquisas para o Desenvolvimento (IDRC) do Canadá.
Sam disse que Ayitic deu oportunidades de capacitação a muitíssimas jovens “pobres de áreas carentes da região metropolitana de Porto Príncipe” para que possam trabalhar on-line. O objetivo desses cursos foi tentar empoderar essas jovens através de um treinamento e um caminho de aprendizado de 12 semanas. “Há um processo de seleção, que consiste em fazer as meninas entenderem que estarão preparadas para serem profissionais e usar a Internet, não apenas como consumidoras, mas também para ter uma renda trabalhando desde sua casa”, contou Sam.