A maioria dos Customer Premises Equipment (Equipamentos locais dos clientes, CPE por sua sigla em inglês) mais populares da América Latina e do Caribe, funcionam com IPv6 e vários deles suportam ao menos um mecanismo de transição.
A pesquisa
liderada pelo engenheiro Alejandro D´Egidio, avaliou o nível de implantação do
CPE com suporte IPv6 no LACNIC, bem como os mecanismos de transição mais
populares que suportam os CPE.
D´Egidio
salientou que deveria haver um aperfeiçoamento na transição para o IPv6
mediante o treinamento do pessoal técnico e dos tomadores de decisão. “Muitas
vezes não começam esta transição por falta de informação, sem saber por onde
começar e sem perceber que talvez já contem com os requisitos necessários”,
destacou.
Qual foi o
resultado principal da pesquisa?
O resultado
da pesquisa dependeu em grande medida da colaboração dos ISPs e dos fabricantes
dos CPEs. De todos os ISPs da região participaram alguns, sendo que a maioria
deles são os que atualmente estão fornecendo o IPV6. De todos os fabricantes
consultados obtivemos colaboração de ZTE, Sagemcom e Technicolor.
Considerando
a informação recebida por ambas as partes sobre os modelos dos CPEs
implementados em cada tecnologia de acesso, vemos que majoritariamente há
suporte de IPv6, sendo que vários incluem suporte para ao menos um mecanismo de
transição.
Nesse
sentido, acreditamos que atualmente haja grande quantidade de CPEs preparados
para oferecer IPv6, dependendo somente de que os ISPs
Qual é o
nível de implantação do CPE com suporte de IPv6 existente na região? E quais os
mecanismos de transição que suportam os CPE mais populares?
Há um grande
número de CPEs implementados na região com suporte de IPv6. Dentre estes CPEs a
grande maioria tem suporte para o mecanismo de transição DS-Lite.
Em geral os
ISPs estão fornecendo o serviço de IPv6 sob o esquema de dual-stack, oferecendo
IPv4 (público ou privado de CGN, conforme o caso) além do IPv6.
Isso mostra
uma boa oportunidade para trabalhar em um mecanismo de transição como DS-Lite,
já que em sua grande maioria está suportado pelos CPEs com suporte IPv6.
Quais os
mecanismos de transição líderes na região e que inserção eles têm no mercado?
O mecanismo
de transição sob o modelo de IPv4-as-a-Service, líder na região, é DS-Lite.
Segundo os modelos dos CPEs indicados pelos ISPs, 79,55% destes CPEs suportam
DS-Lite.
Por outro
lado, de acordo com a informação provida pelos fabricantes, este mecanismo de
transição está presente em 64,86% dos CPEs delegados da região.
Conforme já
foi dito, a tendência dos IPS foi a de responder que realmente estão fornecendo
IPv6, em troca, por parte dos fabricantes tivemos retorno dos modelos
implementados independentemente de o ISP prover ou não IPv6. Nesse sentido é
melhor nos basearmos nos dados dos fabricantes, fato que também é muito
positivo ao mostrar que quase 65% dos modelos dos CPEs que eles já implementaram,
têm suporte DS-Lite.
Quais as
orientações para aperfeiçoar a transição para o IPv6? E quais as ações mais
imediatas que deveriam ser tomadas?
A princípio treinar
o pessoal técnico e os tomadores de decisão sobre a importância de começar a
transição.
Muitas vezes
não acionam esta transição por falta de informação, não sabem por onde começar
e não percebem que talvez já possuam os requisitos necessários.
Como ações
imediatas, poderia ser começar com os treinamentos que o LACNIC oferece todos
os anos, participar da relação de correio da comunidade e fazer todas as
consultas necessárias.
Isso tudo
seria a base para dar andamento às provas e ao processo de transição.
Quanto maior
o número de engajados nesta transição, melhor e mais transparente será o
serviço oferecido a nossos clientes.
Leia o
relatório aqui (em espanhol)