Diálogo sobre o futuro da Governança da Internet

20 de setembro de 2018

Diálogo sobre o futuro da Governança da Internet

LACNIC organizou uma oficina intitulada “Diálogo de múltiplas partes interessadas sobre o futuro da governança da Internet”, com a participação de atores da comunidade técnica, acadêmica, empresarial, sociedade civil e representantes de governos, durante a reunião em Washington do Comitê Consultivo Permanente da Comissão Interamericana das Telecomunicações (CITEL).

Juntamente com a Internet Society (ISOC) e com a colaboração da CITEL, a atividade implementada por LACNIC consistiu na realização de dois painéis e, depois uma plenária de trabalho em grupos de discussão sobre os progressos obtidos anteriormente.

A primeira oficina, chamada Avanços nos processos de Governança da Internet na região, avaliou as contribuições feitas pelos espaços nacionais e regionais para o ecossistema geral de governança. Considerou-se que o processo tem sido dinâmico ao longo do tempo, embora atualmente tenham surgido novos desafios para poder continuar promovendo conversas sobre o futuro da Internet.

Moderado por Paula Oteguy, Oficial das Relações Estratégicas de LACNIC, o painel contou com a participação de Yolanda Martinez, representante do México; Santiago Reyes, representante do Canadá; Rodrigo de la Parra, da ICANN; Ana Lucía Lenis, do Google; e Pablo Bello, de ASIET.

(Acesso livre, não requer assinatura)

Destacou-se o envolvimento de novos atores nos últimos anos, como os empreendedores, com ênfase especial colocada no valor do diálogo das múltiplas partes interessadas. Nesse sentido, houve consenso em que foram alcançadas contribuições interessantes, como a declaração da Internet como um direito humano no México, proposta que emergiu dos diálogos sobre Governança da Internet.

Outra concordância notável foi a contribuição destes espaços da Internet para o melhor desenho de políticas públicas. “O modelo alimenta os processos de decisão”, afirmou a moderadora do painel.

Os palestrantes concordaram que os espaços de governança melhoram as interações e alcançam uma plataforma regional muito mais coerente de discussão.