Manual para deixar um validador RPKI FORT em operação em menos de duas (2) horas

10 de agosto de 2026

Manual para deixar um validador RPKI FORT em operação em menos de duas (2) horas

Por Nicolas Antoniello, gerente sênior de engajamento técnico da ICANN

Como podemos ter certeza de que uma rede anunciada usando o protocolo BGP, que alega ser originada em um determinado sistema autônomo, está de fato delegada a esse sistema autônomo? Quer dizer, que ferramenta eu tenho para poder verificar que uma publicação BGP está sendo originada por um sistema autônomo autorizado para gerar tal publicação?

A resposta para essas perguntas é o que chamamos de Validação de Origem, e o protocolo criado para estabelecer e verificar essa validação é o RPKI (Infraestrutura de Chave Pública de Recursos, por sua sigla em inglês).

Basicamente, a infraestrutura global do RPKI é o que conecta as redes anunciadas pelo BGP aos sistemas autônomos autorizados a anunciá-las, por meio de certificados digitais que chamamos de “Certificados de Origem” ou ROA, por sua sigla em inglês.

(Acesso livre, não requer assinatura)

Então, quem gera esses ROA?

Os ROA devem ser gerados por aqueles que possuem recursos de numeração, isto é, endereços IP em qualquer uma de suas duas variantes (IPv4 e IPv6), delegados por um dos cinco Registros Regionais (na nossa região, esse registro é o LACNIC).

Para conseguir isso, a infraestrutura do RPKI atualmente lida, de um lado, com certificados que estabelecem qual parcela de endereços IP e quais Números de Sistemas Autônomos (ASN) foram legitimamente designados a uma organização ou provedor da Internet pelo Registro Regional correspondente. Esses certificados são o que chamamos de Objetos de Infraestrutura.

As opiniões expressas pelos autores deste blog são próprias e não refletem necessariamente as opiniões de LACNIC.

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