Um exemplo a seguir: a implementação do IPv6 na Universidade da Costa Rica

30 de julho de 2019

Um exemplo a seguir: a implementação do IPv6 na Universidade da Costa Rica

A Universidade da Costa Rica (UCR) avança em um bem sucedido plano de implementação do IPv6 que leva três anos e meio de gestão com excelentes resultados.

Após um investimento econômico e de capacitação de seus recursos humanos, a Universidade da Costa Rica renovou sua plataforma tecnológica para poder implementar o IPv6 sem surpresas, prestar novos serviços e acompanhar o crescimento da Internet. 

Rebeca Esquivel Flores, coordenadora da Área de Gestão das Comunicações da Universidade da Costa Rica, salientou o apoio recebido do LACNIC neste processo e garantiu que toda a transformação foi muito positiva.

Por que a Universidade da Costa Rica decide pôr em prática um plano piloto de implementação do IPv6?

(Acesso livre, não requer assinatura)

Acreditamos que os dois pilares da Universidade são a pesquisa e o ensino. Muitas outras universidades e centros de pesquisa usam o IPv6 em seus serviços de informações e tecnologia, que são de grande valor para nós. O uso do IPv6 acelera, e muito, o acesso ao seu conteúdo. Igual acontece com o conteúdo que é usado pelos alunos para suas tarefas acadêmicas. Há professores e pesquisadores que trabalham em projetos com colegas de outras universidades do país e do mundo, para o que usam o link da Rede Clara, e grande parte desse tráfego passa por peer no IPv6. Os estudantes são um dos usuários mais importantes da RedUCR, e há uma série de serviços e conteúdos que são acessados a partir de servidores que estão na rede e que funcionam com o IPv6. Outro aspecto igualmente importante é que, ao usar o IPv6, se experimentam melhorias comprovadas na navegação, principalmente porque o número de saltos necessários para alcançar o que é procurado é menor, de modo que o tráfego de dados resulta mais rápido.

A Universidade também entrou em uma série de projetos de inovação com a IoT, por exemplo, a instalação de sensores nas próprias fazendas agrícolas, onde experimentamos sistemas de irrigação, adubação e cultivo automático. Os projetos exigem que todos os dispositivos que conectamos tenham seu IP e, devido à falta de endereços no IPv4, resolvemos usando o IPv6.

Finalmente, é importante apontar que a Universidade sempre esteve na vanguarda das telecomunicações, infraestrutura, processamento de dados e criação de conhecimento, pelo que a implementação deste novo protocolo representa uma melhoria para o que é a base do acima citado, que é a RedUCR sobre a que nossos dados e comunicações são transportados.