A demanda por largura de banda está diminuindo, mas continua sendo forte
Na América Latina, a demanda internacional por largura de banda continua aumentando, embora as taxas de crescimento estejam desacelerando de forma constante. Isso reflete amplamente as tendências da demanda internacional de largura de banda observadas em nível global, onde o crescimento anual caiu abaixo de 30% em 2024. Poderia ser que a existência de mais conteúdo localizado em centros regionais, como São Paulo, tenha reduzido a necessidade de capacidade internacional e, portanto, afetado o crescimento da demanda. Também poderíamos estar entrando em uma nova fase de desenvolvimento da rede na América Latina e, em geral, à medida que os mercados se tornam mais maduros, espera-se que as taxas de crescimento diminuam (como vimos na Europa, por exemplo). Mesmo com a queda dessas taxas de crescimento, a demanda agregada na América Latina e o Caribe mais que triplicou entre 2020 e 2024.
Fonte: Serviços de Pesquisa TeleGeography sobre Redes de Transporte e Previsões sobre Redes de Transporte
(Acesso livre, não requer assinatura)
Provedores de conteúdo: o motor que impulsiona a demanda
Em 2024, os provedores de conteúdo finalmente ultrapassaram os provedores de backbone da Internet para se tornarem a principal fonte de largura de banda usada na rota EUA-América Latina. A demanda dos provedores de conteúdo atingiu uma impressionante taxa de crescimento anual composta (TCAC) de 50% entre 2020 e 2024, alcançando mais de 90 Tbps em 2024. Em comparação, os provedores de backbone da Internet só tiveram uma TCAC de 21% durante esse período. Apesar de todo esse crescimento dos provedores de conteúdo, é importante não ignorar o papel fundamental que os ISP continuam desempenhando na América Latina. Conforme mostrado no gráfico abaixo, os provedores de backbone da Internet continuam representando uma grande parte da largura de banda usada na rota EUA-América Latina.
Fonte: Serviço de Pesquisa de Redes de Transporte de TeleGeography
Provedores de conteúdo: o motor que impulsiona a demanda
Em 2024, os provedores de conteúdo finalmente ultrapassaram os provedores de backbone da Internet para se tornarem a principal fonte de largura de banda usada na rota EUA-América Latina. A demanda dos provedores de conteúdo atingiu uma impressionante taxa de crescimento anual composta (TCAC) de 50% entre 2020 e 2024, alcançando mais de 90 Tbps em 2024. Em comparação, os provedores de backbone da Internet só tiveram uma TCAC de 21% durante esse período. Apesar de todo esse crescimento dos provedores de conteúdo, é importante não ignorar o papel fundamental que os ISP continuam desempenhando na América Latina. Conforme mostrado no gráfico abaixo, os provedores de backbone da Internet continuam representando uma grande parte da largura de banda usada na rota EUA-América Latina.
Fonte: Serviço de Pesquisa de Redes de Transporte de TeleGeography
O uso de dados continua aumentando
O que está impulsionando realmente o crescimento da demanda por largura de banda na América Latina? No gráfico abaixo você pode ver o crescimento de assinantes, o uso médio de dados por assinante e o consumo total de dados, tanto nos dispositivos fixos quanto móveis. A região continua ganhando novos assinantes a taxas muito modestas para dispositivos fixos e móveis. A maior parte do crescimento vem de um aumento no uso médio de dados por assinante. Os dispositivos móveis atingiram uma taxa de crescimento anual composta (TCAC) de mais de 25% entre 2020 e 2024 no uso médio de dados por assinante, enquanto os dispositivos fixos atingiram uma TCAC de cerca de 15% durante esse período. À medida que adotamos novas tecnologias e aplicativos que exigem cada vez mais largura de banda, é de esperar que o uso total de dados continue aumentando, mesmo que o crescimento de novos assinantes se estabilize.
Fonte: Serviço de Pesquisa de Redes de Transporte de TeleGeography
Novos projetos de cabos submarinos para a América Latina
Após vários anos de relativamente poucos projetos de cabos submarinos na América Latina, o cenário está começando a mudar. Vários sistemas de cabos submarinos estão em processo de planejamento, com alguns cabos quase prontos para começar a ser instalados no fundo do oceano.
A maioria desses projetos continuará fornecendo uma conexão direta com os Estados Unidos. TAM-1 e Firmina serão os primeiros da fila; espera-se que ambos os projetos entrem em serviço em 2025. Os cabos CSN-1, CSN-2 e TIKAL-AMX3 deveriam estar prontos em 2026 e o cabo MANTA em 2027. Esta não é de forma alguma uma lista exaustiva dos novos cabos submarinos na região, mas ajuda a destacar a nova e empolgante infraestrutura submarina que chegará à América Latina em um futuro próximo.
Esses cabos novos ajudarão a atender à crescente demanda por largura de banda na América Latina, além de atender à necessidade de substituir alguns dos sistemas de cabos mais antigos da região. Normalmente, os cabos submarinos são projetados para ter uma vida útil mínima de 25 anos. No entanto, a vida útil real pode ser diferente, uma vez que está mais relacionada à vida útil econômica do cabo (quer dizer, quando as receitas do cabo excedem seus custos). Ainda assim, é importante observar o número de cabos na América Latina e o Caribe que estão se aproximando ou que recentemente ultrapassaram esse limite de 25 anos (veja a figura abaixo). Isso sugere que, até o final desta década, alguns desses sistemas serão desativados e substituídos.
Fonte: Serviço de Pesquisa de Redes de Transporte de TeleGeography
Essa informação já está sendo incorporada à nossa pesquisa. Recomendamos dar uma olhada as nossas atualizações mais recentes para ver esses dados em ação.
As opiniões expressas pelos autores deste blog são próprias e não refletem necessariamente as opiniões de LACNIC.