Este artigo foi publicado originalmente no DPL News.
San Salvador. No marco do 30º aniversário da primeira conexão direta à Internet que Rafael Lito Ibarra fez em El Salvador, conectar todos os habitantes de um país determinado continua sendo um desafio na América Latina. Entre os obstáculos que o considerado “Pai da Internet” em El Salvador coloca estão a topologia da região e a disponibilidade de energia elétrica.
Outros especialistas com vasta experiência no trabalho de campo e comunitário criando redes na região, colocaram, no âmbito do LACNIC 44, fatores críticos adicionais como a apropriação, a sensibilidade e a sustentabilidade, tanto financeira quanto social.
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A conectividade é criatividade
“A conectividade não é apenas tecnologia; ela também depende muito da imaginação humana”, explicou Rodrigo Najarro, diretor de Tecnologias da Informação e Comunicação do Ministério da Saúde de El Salvador.
Para levar a conectividade até a última milha, explicou o funcionário, é necessário aproveitar a infraestruturaexistente e formar alianças com empresas privadas, já que chegar a uma nova comunidade não só é expandir o mercado, mas também conectar o país.
Najarro resumiu sua participação no painel “Desafios de conectividade de última milha para comunidades de acesso limitado” com três pontos principais: a infraestrutura vital como espinha dorsal para o estabelecimento posterior de qualquer tipo de serviço; o uso da criatividade e os recursos existentes; e o trabalho permanente com parcerias público-privadas e colaboradores.
A conectividade é criatividade
“A conectividade não é apenas tecnologia; ela também depende muito da imaginação humana”, explicou Rodrigo Najarro, diretor de Tecnologias da Informação e Comunicação do Ministério da Saúde de El Salvador.
Para levar a conectividade até a última milha, explicou o funcionário, é necessário aproveitar a infraestruturaexistente e formar alianças com empresas privadas, já que chegar a uma nova comunidade não só é expandir o mercado, mas também conectar o país.
Najarro resumiu sua participação no painel “Desafios de conectividade de última milha para comunidades de acesso limitado” com três pontos principais: a infraestrutura vital como espinha dorsal para o estabelecimento posterior de qualquer tipo de serviço; o uso da criatividade e os recursos existentes; e o trabalho permanente com parcerias público-privadas e colaboradores.
Sensibilização, necessária para a conexão
Gilberto Lara, diretor-geral da organização sem fins lucrativos Conexión, enfatizou que a população deve ser sensibilizada para evitar os potenciais bloqueios enfrentados por esse tipo de iniciativa.
Depois de compartilhar o caso de uma devota que se opôs, argumentando que essas eram “coisas do diabo”, ele apontou a necessidade de capacitar as pessoas, principalmente aquelas nas áreas rurais, que às vezes sofrem com a falta de educação, em resposta a questões culturais.
Especificamente, ele listou três aspectos principais: a apropriação comunitária e o uso e aplicação da tecnologia em sua atividade econômica principal; a identificação e formação de líderes comunitários, que por sua vez se tornam gestores da rede e promotores digitais e, por último, a vinculação da conectividade com usos significativos.
Lara observou que isto “não pode ser feito de outra forma que não seja envolvendo as pessoas da comunidade”, e para isso devemos levar em conta a capacidade instalada que possam deixar dentro da comunidade. Por esse motivo, concluiu, a organização Conexión promove a sustentabilidade não apenas econômica, mas também social.
Sensibilidade comunitária e projeto social
Marco Antonio Luna Jiménez, membro de Telecomunicaciones Indígenas Comunitarias AC (TIC) (Telecomunicações Indígenas Comunitárias AC), lembrou que a associação surgiu a partir de várias comunidades que se uniram e lutaram para obter uma concessão.
Luna alertou que é preciso fazer uma análise profunda no início para identificar um projeto social que possa ser desenvolvido na comunidade.Entre as principais barreiras para a implantação da conectividade, além da falta de infraestrutura e financiamento, no caso das comunidades indígenas do México, ele colocou a migração de jovens, que exige treinamento para os idosos que permanecem nas aldeias e precisam se comunicar com eles.
O palestrante também mencionou os procedimentos burocráticos, já que, segundo ele, embora a associação esteja presente em algumas regiões, está procurando atingir outros estados. Finalmente, ele insistiu que, apesar da chegada das telecomunicações e da tecnologia, haja sensibilidade para que os hábitos de comunicação dos moradores não se percam e o projeto continue sustentável.
Por último, Pablo Ruidiaz, diretor-executivo da InteRed Panamá, compartilhou que a conectividade está ausente em 46% a 50% das áreas rurais do país, e que muitas delas receberam cobertura graças a projetos nacionais.
Como principais recursos para fomentar sua expansão, ele listou as organizações comunitárias, principalmente aquelas legalmente constituídas, as redes comunitárias e a busca de clientes âncora que possam sustentar e financiar o projeto.
Finalmente, ele pediu que as pessoas fossem até as comunidades e compartilhassem com os moradores por que desejam o acesso, quer dizer, ter sustentabilidade comunitária, e unissem forças e vontades por meio de alianças para avançar em direção ao objetivo final, que é conectar 100% das pessoas..
As opiniões expressas pelos autores deste blog são próprias e não refletem necessariamente as opiniões de LACNIC.