Apresentando a delegação de prefixos DHCPv6

25 de abril de 2024

Apresentando a delegação de prefixos DHCPv6
Desenhado por Freepik

Por Tom Coffeen, Consultor no IPv6 e cofundador de www.hexabuild.io

Vamos começar com a definição mais básica de delegação de prefixos DHCPv6: é uma função do protocolo DHCPv6 geral que permite que um cliente DHCPv6 solicite e receba um prefixo IPv6 completo (não apenas um endereço IPv6) de um servidor DHCPv6.

Este mecanismo pode não ser tão familiar quanto o cenário operacional mais típico, em que o DHCPv6 (e/ou DHCP IPv4) fornece um único endereço a um dispositivo cliente solicitante, como um laptop ou smartphone, habilitando o acesso à rede para esse dispositivo.

Em comparação, a definição original de delegação de prefixos da RFC 3633: Opções de prefixos IPv6 para o protocolo de configuração de host dinâmica (DHCP) versão 6 descreve um mecanismo “destinado à delegação simples de prefixos desde um roteador delegante [servidor DHCPv6] para roteadores solicitantes [servidor DHCPv6]” que “seria usado por um provedor de serviços para designar um prefixo a um equipamento das instalações do cliente (CPE) [ONT/ONU] que atua como um roteador entre a rede interna do assinante e a rede de core do provedor de serviços”. (É importante considerar que a especificação original de DHCPv6 foi atualizada na RFC 8415: Protocolo de configuração dinâmica de host para IPv6 (DHCPv6)

(Acesso livre, não requer assinatura)

Antes de vermos um exemplo deste mecanismo, vamos considerar como é essa mesma configuração usando IPv4:

Um dispositivo ONT/ONU (por exemplo, um modem CPE/cabo que inclui um roteador e talvez um ponto de acesso sem fio) se conecta e solicita, via DHCP do roteador ISP upstream, um endereço IPv4 publicamente roteável para designar ao seu roteador ISP/interface com conexão a Internet. Enquanto isso, a própria interface interna do CPE é pré-configurada com uma rede privada (quer dizer, RFC1918) (por exemplo, 192.168.1.0/24). Um servidor DHCP é executado no CPE para designar endereços individuais aos usuários finais que o solicitem. Como os endereços privados são um recurso compartilhado e não roteáveis globalmente, o roteador CPE também deve usar tradutores de endereços de rede IPv4 (NAT44) para permitir que os usuários finais acessem a Internet.

Agora vamos dar uma olhada na configuração do IPv6:

As opiniões expressas pelos autores deste blog são próprias e não refletem necessariamente as opiniões de LACNIC.

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