{"id":3815,"date":"2014-07-01T17:46:26","date_gmt":"2014-07-01T17:46:26","guid":{"rendered":"http:\/\/prensa.lacnic.net\/news\/14junio_pt\/a-internet-permitiu-construir-uma-biblioteca-digital-para-cegos"},"modified":"2018-01-19T16:08:48","modified_gmt":"2018-01-19T16:08:48","slug":"a-internet-permitiu-construir-uma-biblioteca-digital-para-cegos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blog.lacnic.net\/pt-br\/a-internet-permitiu-construir-uma-biblioteca-digital-para-cegos\/","title":{"rendered":"A internet permitiu construir uma biblioteca digital para cegos"},"content":{"rendered":"<p>Tiflolibros \u00e9 uma biblioteca digital para cegos que conseguiu melhorar a leitura e a informa\u00e7\u00e3o das pessoas com defici\u00eancia visual.<\/p>\n<p>A iniciativa, criada por um grupo de pessoas cegas de Buenos Aires (Argentina), utiliza as novas tecnologias como meios para melhorar o acesso \u00e0 leitura das pessoas cegas e conseguiu se espalhar rapidamente pelo mundo digital de l\u00edngua espanhola.<\/p>\n<p>Neste ano a biblioteca de Tiflolibros atingiu os 46 mil livros que divide com 7.000 usu\u00e1rios de 300 institui\u00e7\u00f5es de 44 pa\u00edses de todo o mundo.<\/p>\n<p>O Fundo Regional para a Inova\u00e7\u00e3o Digital na Am\u00e9rica Latina e o Caribe (FRIDA) acaba de distinguir este projeto entre as iniciativas premiadas deste ano.<\/p>\n<p>Pablo Lecuona, fundador de Tiflolibros, lembra que o projeto nasceu de um interc\u00e2mbio de livros entre amigos e acabou transformando-se na maior biblioteca digital para pessoas cegas.<\/p>\n<p>Como nasceu Tiflolibros?<\/p>\n<p>At\u00e9 finais dos anos 90, as \u00fanicas formas de ter acesso \u00e0 leitura de um livro para uma pessoa cega eram o livro em Braile, o livro em \u00e1udio ou a leitura direta em voz alta por parte de outra pessoa. Os livros em Braile se copiavam a m\u00e3o, e existiam bibliotecas que tinham apenas um exemplar de cada livro, que uma pessoa lia, devolvia e podia emprestar a outro usu\u00e1rio, o que fazia com que muitas vezes havia que esperar muito tempo para conseguir um livro determinado e eram muito poucos os livros dispon\u00edveis. Os livros gravados em fitas eram mais f\u00e1ceis de serem reproduzidos, mas tamb\u00e9m havia pouca disponibilidade, pois eram gravados com leitores volunt\u00e1rios, com bastante esfor\u00e7o e a tempo real de leitura, e de cada livro havia apenas 3 ou 4 c\u00f3pias circulando pelo pa\u00eds.<\/p>\n<p>Com o desenvolvimento da tecnologia, aparece uma nova maneira de ter acesso aos livros: se a gente tinha um computador adaptado com um leitor de telas, podia com um scanner e um programa de OCR, fazer algo que antigamente era impensado: comprar um livro em uma livraria, com bastante trabalho, pass\u00e1-lo pelo scanner, e depois, uma vez convertido em um arquivo de texto, l\u00ea-lo com o programa leitor de telas. Isto era maravilhoso, pois pela primeira vez se podia escolher qualquer livro, embora desse trabalho e muitas vezes o OCR n\u00e3o era totalmente eficiente, significava poder ler de maneira aut\u00f4noma, sem depender de que outra pessoa ou uma institui\u00e7\u00e3o disponibilizasse o livro.<\/p>\n<p>Eu me lembro do dia em que me instalaram o scanner, que tinha uma pilha grande de livros de minha irm\u00e3, que magicamente ia poder ler!<\/p>\n<p>Passar um livro pelo scanner e poder l\u00ea-lo era uma maravilha e abria novas chances. Tamb\u00e9m ter acesso a um computador adaptado, escrever e ler textos nele, compartilhar materiais com outras pessoas videntes. Mas ainda o acesso era limitado, pois existiam leitores de telas para o sistema MS-DOS quando todo mundo usava Windows, e sempre as pessoas com defici\u00eancia visual \u00edamos um passo mais atr\u00e1s que o resto.<\/p>\n<p>Mas em 1999 come\u00e7a a chegar \u00e0 Argentina um leitor de telas que mudou fortemente o acesso \u00e0 informa\u00e7\u00e3o de muitas pessoas cegas. Em lugar de precisar como antigamente de um aparelho espec\u00edfico que emitisse a voz sint\u00e9tica, este leitor usava a capacidade multim\u00e9dia do computador para emitir a voz sint\u00e9tica, e era um leitor para Windows que nos permitia usar os mesmos programas e recursos que o resto da gente, e fundamentalmente, nos permitia ter acesso \u00e0 Internet.<\/p>\n<p>Na possibilidade de digitalizar um livro para l\u00ea-lo, come\u00e7ar a utilizar internet, e especialmente o recurso das listas de correios, como espa\u00e7os de interc\u00e2mbio e posta em comum de informa\u00e7\u00e3o, \u00e9 que surge a ideia de Tiflolibros.<\/p>\n<p>Diferentes pessoas com defici\u00eancia visual digitaliz\u00e1vamos livros para poder l\u00ea-los. Alguns troc\u00e1vamos os livros que t\u00ednhamos escaneado, passando-os em um disquete. Uma tarde, quando eu era usu\u00e1rio rec\u00e9m-iniciado em assuntos da Internet e correio eletr\u00f4nico, um amigo nos mandou um e-mail dizendo por que n\u00e3o pens\u00e1vamos em alguma maneira de p\u00f4r em comum, de contar-nos os livros que cada um escaneava e tinha, para fazer entre n\u00f3s, uma base de livros que pud\u00e9ssemos trocar.<\/p>\n<p>Com minha esposa Mara fomos audazes e como est\u00e1vamos participando em algumas listas de correios sobre tecnologia e defici\u00eancia visual, vimos como era criada uma lista, e a ideia de compartilhar materiais pleite\u00e1-la em um n\u00edvel mais amplo, pensamos em construir uma biblioteca digital para cegos.<\/p>\n<p>E assim nasceu Tiflolibros, primeiro como uma lista de correios no servidor de Onelist (que depois foi Egroups e depois foi YahooGroups). O primeiro objetivo foi construir uma lista de correios, onde pessoas cegas de diferentes lugares pud\u00e9ssemos trocar os livros que cada um digitalizava e pens\u00e1ssemos como construir uma biblioteca digital para cegos, se era poss\u00edvel.<\/p>\n<p>A primeira vers\u00e3o de Tiflolibros foi a mais virtual das Bibliotecas virtuais, pois era um arquivo de Excel onde se consignava os dados de cada livro, o nome da pessoa que o tinha e o mail dessa pessoa, ent\u00e3o a gente lhe pedia diretamente \u00e0 pessoa que lhe mandasse o livro. Enquanto na lista de correios se discutia sobre os aspectos legais, e se estabeleciam la\u00e7os e trocavam experi\u00eancias.<\/p>\n<p>Depois, em outubro de 2000, encontramos um servi\u00e7o de hosting gratuito que oferecia a possibilidade de armar um site com nomes de usu\u00e1rios e senhas para acessar a ele, e a\u00ed come\u00e7ou o conceito de biblioteca virtual, subindo os livros que cada pessoa dava e tendo cada usu\u00e1rio um nome e uma senha, para garantir que apenas acessassem aos livros quem t\u00eam uma defici\u00eancia que n\u00e3o lhes permite a leitura.<\/p>\n<p>Em 2001 uniram-se \u00e0 equipe de trabalho Andr\u00e9 Dur\u00e9 e Gustavo Ram\u00edrez, ambos programadores cegos e come\u00e7amos a desenvolver nosso pr\u00f3prio site, com diferentes ferramentas de programa\u00e7\u00e3o e alojado em nosso pr\u00f3prio servidor caseiro e nasceu a Biblioteca no formato que tem hoje.<\/p>\n<p>Realmente o projeto \u2014 a biblioteca\u2014, cresceu sempre muito mais do que n\u00f3s esper\u00e1vamos, e seu grande potencial, al\u00e9m dos livros e o acesso \u00e0 leitura, foi tamb\u00e9m o trabalho em rede, da gente comunicada, contribuindo com ideias, recursos e os livros que cada um digitaliza.<\/p>\n<p>Por que uma biblioteca virtual?<\/p>\n<p>Uma biblioteca virtual pensada como um espa\u00e7o onde reunir, em um site ao qual todos pudessem acessar, o livro que cada qual digitaliza. Sempre, acostumados n\u00f3s mesmos como usu\u00e1rios de livros e tecnologia, a ter que aproveitar ao m\u00e1ximo cada recurso dispon\u00edvel, pensamos que a biblioteca virtual era a melhor maneira de unir o trabalho e os recursos de todos. Uma biblioteca virtual constru\u00edda entre todos, com o material que cada pessoa ou institui\u00e7\u00e3o digitaliza, e que ao mesmo tempo est\u00e1 acess\u00edvel 24 horas por dia para que qualquer usu\u00e1rio possa procurar e baixar um livro.<\/p>\n<p>O fato de poder trabalhar em n\u00edvel global, e n\u00e3o apenas em n\u00edvel local, foi uma grande contribui\u00e7\u00e3o deste trabalho global. Na Am\u00e9rica Latina e na Espanha, somos muitas as pessoas que falamos um mesmo idioma, e que podemos compartilhar recursos. O grande desafio foi somar, trabalhando em rede e procurando ferramentas virtuais f\u00e1ceis de usar e que pudessem funcionar tamb\u00e9m sem grandes recursos de administra\u00e7\u00e3o. Por isso, al\u00e9m de desenvolver o sistema da Biblioteca, nossos programadores foram desenvolvendo diferentes ferramentas para fazer as coisas o mais automatizadas e simples poss\u00edveis, tanto para os usu\u00e1rios quanto para quem aqui a administramos.<\/p>\n<p>Quais foram as principais dificuldades no come\u00e7o?<\/p>\n<p>O primeiro assunto a ver, e que podia ser um grande obst\u00e1culo para construir a biblioteca era ver como se manejava a parte legal de construir uma biblioteca para cegos, com livros com direitos de autor, na Internet. Sab\u00edamos que t\u00ednhamos um grande potencial nas ferramentas tecnol\u00f3gicas, que havia que aproveitar. Sab\u00edamos, ao mesmo tempo, que fazer uma biblioteca aberta a qualquer p\u00fablico, podia ser uma viola\u00e7\u00e3o aos direitos de autor, e que se quer\u00edamos construir uma biblioteca sustent\u00e1vel, era importante ter um respaldo legal e um cuidado pelos direitos de autor.<\/p>\n<p>O primeiro que fizemos foi pesquisar nos diferentes pa\u00edses, que amparo legal t\u00ednhamos para a adapta\u00e7\u00e3o e transcri\u00e7\u00e3o de livros para cegos. Assim tomamos de exemplo quatro pa\u00edses nos quais havia leis de direitos de autor exce\u00e7\u00f5es que permitiam reproduzir uma obra, sem ter que pagar direitos nem pedir autoriza\u00e7\u00e3o aos titulares de direitos, sempre que isto fosse feito de forma n\u00e3o lucrativa e garantindo que os livros sejam para uso exclusivo de pessoas com uma defici\u00eancia que n\u00e3o lhes permita a leitura convencional.<\/p>\n<p>Por isso tomamos isto como regra, cuidar e garantir que a biblioteca seja de acesso exclusivo para este p\u00fablico e gratuita. Ao mesmo tempo, para garantir o trabalho e aproveitar melhor os recursos, come\u00e7amos a aproximar-nos de editoriais e autores para que nos conhe\u00e7am e tamb\u00e9m para que forne\u00e7am os arquivos dos quais se produzem os livros em papel, o que fazia com que fosse mais simples ter uma vers\u00e3o acess\u00edvel e sem erros de escaneio.<\/p>\n<p>E foi fundamental que importantes editoriais, como Planeta e Alfaguara da Argentina, come\u00e7assem a nos apoiar e isto nos deu mais aval! Depois em 2006 conseguimos impulsionar a incorpora\u00e7\u00e3o na lei argentina de uma exce\u00e7\u00e3o aos direitos de autor a favor de pessoas com defici\u00eancia visual, e a partir de 2008 participamos junto \u00e0 Uni\u00e3o Mundial de Cegos na negocia\u00e7\u00e3o de um tratado internacional na OMPI, o que deixou claro o assunto legal.<\/p>\n<p>O outro grande problema que sempre tivemos, \u00e9 ter que inventar maneiras de manter o trabalho, de estar \u00e0 altura de um projeto que sempre vai crescendo al\u00e9m de suas estruturas b\u00e1sicas, e temos que sempre procurar a sustentabilidade econ\u00f4mica, t\u00e9cnica e da gente que tem que trabalhar para capitalizar todas as oportunidades que nos oferece o uso das novas tecnologias.<\/p>\n<p>Um desafio que temos e sobre o qual trabalhamos em diferentes projetos e alian\u00e7as \u00e9 que a biblioteca chegue a todas as pessoas com defici\u00eancia que o necessitam, e n\u00e3o apenas ao setor mais alto da pir\u00e2mide que \u00e9 o que tem mais acesso \u00e0 tecnologia.<\/p>\n<p>Como se financia a iniciativa?<\/p>\n<p>\u00c0s vezes fazendo magia!<\/p>\n<p>No come\u00e7o \u00e9ramos um grupo de amigos trabalhando em um projeto que nos entusiasmava, e nem pens\u00e1vamos em financiamento, mas que p\u00fanhamos o que t\u00ednhamos e \u00edamos em frente. Mas o projeto come\u00e7ou a crescer e a requerer trabalho e recursos, e ao mesmo tempo na Argentina est\u00e1vamos no pior momento da crise.<\/p>\n<p>A primeira forma de financiamento foi discutida com os pr\u00f3prios usu\u00e1rios e participantes de Tiflolibros, e fizemos duas vezes por ano campanhas de contribui\u00e7\u00f5es volunt\u00e1rias dos usu\u00e1rios que quisessem, sem influir isto no acesso e o uso da biblioteca. Depois a final de 2001, come\u00e7amos a constituir-nos como Associa\u00e7\u00e3o, e criamos Tiflonexos, com o objeto de dar um espa\u00e7o institucional ao projeto Tiflolibros e \u00e0 vez gerar outros projetos que tivessem a ver com o aproveitamento da tecnologia e o trabalho em rede.<\/p>\n<p>Desde a Associa\u00e7\u00e3o foram desenvolvidas diferentes estrat\u00e9gias e formas de gerar recursos, embora sempre os recursos foram um problema, porque sempre se cresce mais r\u00e1pido do que os recursos que se podem gerar e porque o mesmo trabalho que precisamos dedicar para gerar os recursos faz com que tomemos cuidado no balan\u00e7o dos tempos e recursos para poder sustentar a atividade central sem que ela esteja atingida por todo o trabalho de procura de recursos. Atualmente as fontes de financiamento s\u00e3o variadas, embora muito inst\u00e1veis, o que faz com que sempre tenhamos que inventar as maneiras de crescer e chegar a fim de m\u00eas.<\/p>\n<p>O projeto conseguiu incluir a pessoas que tinha o acesso limitado \u00e0 leitura de livros?<\/p>\n<p>Muito. De um lado, aumentou geometricamente a quantidade de material de leitura dispon\u00edvel. Para ter uma ideia concreta, em 60 anos de trabalho, a biblioteca Braile mais importante da Argentina tinha transcrito uns 3200 livros, dos quais existe um exemplar s\u00f3. Em 30 anos, a maior biblioteca de livros em \u00e1udio tinha gravado uns 1500 t\u00edtulos.<\/p>\n<p>Atualmente em Tiflolibros h\u00e1 46.000 livros dispon\u00edveis e nos \u00faltimos anos temos incorporado entre 3000 e 3500 t\u00edtulos por ano.<\/p>\n<p>Al\u00e9m de aumentar a disponibilidade de livros, ao ter acesso \u00e0 biblioteca de forma virtual, e de qualquer parte do mundo, permitiu o acesso \u00e0 leitura a muita gente que em seus pa\u00edses contava com muitas poucas op\u00e7\u00f5es. Ao mesmo tempo, trabalhamos muito em potenciar o trabalho em rede e a multiplica\u00e7\u00e3o dos recursos. Hoje t\u00eam acesso a Tiflolibros 300 institui\u00e7\u00f5es (bibliotecas, escolas, organiza\u00e7\u00f5es de cegos, universidades) que podem baixar o material de que precisam e distribu\u00ed-lo a seus usu\u00e1rios cegos em n\u00edvel local. Ainda temos muito a fazer, pois em algumas regi\u00f5es, como Am\u00e9rica Central, por exemplo, ainda s\u00e3o poucas em propor\u00e7\u00e3o as pessoas que t\u00eam acesso a Tiflolibros, porque para quem est\u00e1 come\u00e7ando a utilizar ferramentas tecnol\u00f3gicas, cadastrar-se em uma biblioteca virtual, tendo que enviar comprovantes de sua defici\u00eancia a dist\u00e2ncia, \u00e9 um problema. Por isso procuramos conv\u00eanios e trabalho em parceria com organiza\u00e7\u00f5es locais que possam facilitar o acesso \u00e0 biblioteca e aos livros com uma chegada territorial mais local.<\/p>\n<p>Que alcance tem o projeto hoje em dia?<\/p>\n<p>Atualmente estamos chegando aos 46.000 livros dispon\u00edveis.<\/p>\n<p>Os usu\u00e1rios s\u00e3o cerca de 7000 e 300 institui\u00e7\u00f5es. Temos usu\u00e1rios em 45 pa\u00edses da Am\u00e9rica, Europa, \u00c1sia e \u00c1frica. Embora a maioria dos nossos usu\u00e1rios seja da Am\u00e9rica Latina e Espanha, tamb\u00e9m temos muitos usu\u00e1rios em outros pa\u00edses que estudam espanhol ou s\u00e3o pessoas hispanoparlantes nesses pa\u00edses. Um exemplo bem interessante do alcance do projeto \u00e9 o caso do estudante cego de espanhol no Egito. Ele estuda espanhol no Instituto Cervantes de Cairo e quando apareceu um estudante cego n\u00e3o sabiam como transcrever l\u00e1 no Egito, livros em espanhol para que ele possa utilizar. Procurando na internet encontraram Tiflolibros, e hoje em dia, esse aluno com defici\u00eancia visual tem mais acesso a livros em espanhol em formato acess\u00edvel do que talvez tenham seus colegas videntes no pa\u00eds. Ao mesmo tempo, a rede de usu\u00e1rios e a troca que se realiza por correio eletr\u00f4nico e redes sociais lhe permite estar em contato e praticar o espanhol com muitas outras pessoas.<\/p>\n<p>Sem internet, teria sido poss\u00edvel colocar ao alcance de pessoas com defici\u00eancia visual tantos livros?<\/p>\n<p>Com certeza. A Internet \u00e9 o meio que permite a constru\u00e7\u00e3o em rede, disponibilizar os recursos de maneira que estejam acess\u00edveis a qualquer momento para qualquer usu\u00e1rio ou institui\u00e7\u00e3o que precisar. Tiflolibros \u00e9 um projeto altamente baseado em ferramentas da Internet: nasceu de uma lista de interc\u00e2mbio de correio eletr\u00f4nico, depois teve seu primeiro site em um servidor de hosting gratuito e depois conseguiu se desenvolver a partir de que conseguimos colocar um computador em rede com banda larga, conectado as 24 horas do dia, correndo um servidor web e com uma p\u00e1gina e um sistema que n\u00f3s mesmo fomos desenvolvendo, que n\u00e3o apenas d\u00e1 acesso aos livros mas tamb\u00e9m que utiliza diferentes ferramentas para trabalhar da forma mais automatizada poss\u00edvel. Internet, al\u00e9m disso, \u00e9 o meio pelo qual nos conectamos com os usu\u00e1rios, os usu\u00e1rios se conectam entre si, e o meio pelo qual podemos trabalhar em projetos em rede com institui\u00e7\u00f5es e pessoas em toda a Am\u00e9rica Latina. Al\u00e9m disso, para uma pessoa cega, a Internet \u00e9 o meio que nos permite ter acesso de forma aut\u00f4noma \u00e0 informa\u00e7\u00e3o e que cada vez mais \u00e9 utilizada em muitas atividades cotidianas.<\/p>\n<p>Sem a internet n\u00e3o ter\u00edamos conseguido colocar \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o dos usu\u00e1rios os livros, mas tampouco poder\u00edamos ter constru\u00eddo a forma colaborativa na qual se cria e cresce a biblioteca.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Tiflolibros \u00e9 uma biblioteca digital para cegos que conseguiu melhorar a leitura e a informa\u00e7\u00e3o das pessoas com defici\u00eancia visual. 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